No dia 21 de junho, Santiago Calatrava apresentou detalhes do projeto do Museu do Amanhã, que será instalado no Píer Mauá, zona portuária do Rio de Janeiro. A inauguração está prevista para o segundo semestre de 2012, o início das obras para o primeiro trimestre de 2011, e custo estimado chega a R$130 milhões.

O edifício principal do Museu ocupará uma área de 12,5 mil m² e  sua fachada terá estruturas dinâmicas que se movimentarão, a fim de oferecer sombra aos visitantes e aproveitar ao máximo a luminosidade natural. Um espelho d’água ao redor do prédio o integra à Baia de Guanabara, ao mesmo tempo em que exibirá o funcionamento de um sistema de filtragem da água do mar.

Assista a apresentação do projeto no vídeo abaixo e manifeste suas opiniões nos comentários.

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Flare

23/06/2010

Uma fachada que muda constantemente. Esta proposta inusitada foi realizada na Alemanha por Christopher Bauder e Christian Perstl. “Flare” é o nome do sistema modular que reveste a edificação com uma espécie de ‘pele’. Segundo os idealizadores, a ideia era quebrar as convenções de uma frente  estática. “Agindo como uma pele, permite à construção se expressar, comunicar e interagir com o ambiente“. O vídeo fala por si:

Outras informações estão disponíveis no site http://www.flare-facade.com/

A Universidade Federal do Rio de Janeiro iniciou – com atraso – a discussão sobre a adoção de um sistema de cotas para alunos negros, índios e de baixa renda. Todas as unidades e centros podem e devem apresentar sugestões, que serão posteriormente encaminhadas ao Conselho Universitário, órgão máximo deliberativo da UFRJ.

Neste espírito, o Blog do Sarj colabora com o debate, abordando a questão hoje sob o ponto de vista favorável às ações afirmativas. Em seguida, publicaremos também texto defendendo posição contrária, garantindo o caráter democrático da discussão. Abordaremos aqui três argumentos, entre os mais comuns, para iniciar uma análise que pode ser feita sob variados aspectos. Você, leitor, mais que convidado, está encorajado a participar, deixando suas impressões nos comentários.

Uma das primeiras acusações à ideia de políticas compensatórias alega que elas seriam injustas com aqueles que conquistaram vagas pelo mérito, com a dedicação aos estudos. Argumento combatido pelo Prof. Idelber Avelar, da Tulane University, que discute o tema há anos em artigos, palestras e posts. Para ele, que se posiciona a favor da meritocracia, esse conceito é que precisa ser revisto e, sobretudo ampliado: “Não proponho que se deixe de medir pontos. Mas há que se manejar um conceito mais amplo de mérito, onde entrem outras variáveis além do número de x’s corretos numa prova. O sistema de cotas temporário pode ser um bom instrumento para a reforma desse monstro, o vestibular.”

O que remete à outra crítica frequente, essa referente ao sistema educacional brasileiro como um todo. Os antagonistas das cotas afirmam que o sistema não resolve a desigualdade, que deveria ser combatida mediante reformas no ensino fundamental. Entretanto, o Prof. Avelar aponta pra um falso antagonismo, já que as cotas devem ser parte de um projeto reformista. As cotas representam uma solução emergencial e temporária, simultânea a mudanças mais substanciais. Vale dizer que esses mesmos opositores não apresentaram projeto de reforma efetivo, consistente. Por outro lado, o efeito das cotas já começa a ser contabilizado: segundo o Prof. José Jorge de Carvalho, da UnB, em sete anos de aplicação das cotas (em vigor hoje em mais de 100 universidades brasileiras, de maneiras diversas) ingressaram mais estudantes negros no ensino superior que em todo o século XX.

Embora muitos considerem a adoção de mecanismos diferenciados de acesso – que chamamos aqui de cotas para simplificar – ninguém ousa negar a desigualdade entre os alunos das universidades públicas brasileiras. Não é preciso recorrer a estudos elaborados para constatar que eles são, em sua grande maioria, egressos de escolas particulares, das classes mais abastadas e brancos. Se há um forçoso consenso sobre esta realidade, há uma reação intensa a qualquer tentativa de mudança direta e é quase impossível não questionar o grau de corporativismo dessa reação. O que está sendo defendido, afinal? Não ganha a Universidade quando diversifica seus quadros, amplia seus horizontes – ou a instituição sente-se ameaçada? Como defende o Prof. Avelar, “o cotista traz saberes que o aparato universitário ainda não domina e, portanto ajuda transformar a própria natureza do que ali se produz e reproduz. Será que nós, da universidade (…) podemos prescindir desse saber que vem da experiência do outro? Será que a abertura um pouco mais generosa das portas não é do nosso próprio interesse, do interesse de disciplinas que, com frequência, se debatem em problemas abstratos, divorciados da realidade brasileira?”.

E você, leitor, já tem sua opinião? Ou apenas novas questões? Divida conosco.

A Expo Xangai 2010 proporcionou aos arquitetos bons exercícios de volumetria, proporções e inovações nos acabamentos.

Vale a pena ver a projeção de slides que exibe alguns dos pavilhões.

Os 3 exemplos que se seguem dão a tônica da Expo, cujo tema é “Better city, better life”.

Austrália

Polônia





Brasil

Site oficial da Expo Xangai.

Site da participação brasileira.